quarta-feira, dezembro 31, 2008

Bom Ano 2009

A chegar ao fim...

O ano está a terminar...
Um ano de vida de projectos, de alegrias e tristezas, de dor e sofrimento, de esperança, de empenho, de oração, de muito esforço...
Este é também um tempo de avaliar:
De identificar o caminho que fiz...
De perceber o que não correu tão bem como esperava...
Nesta altura há sempre sentimentos mistos, cansaço, alegria do dever cumprido, alguns conflitos mal resolvidos, entusiasmos que cresceram...
Mas... como todos aqueles que dão um pouco da sua vida para que outros possam conhecer o Senhor da vida, soube-nos bem! Valeu a pena!
Por tudo o que foi bom dêmos graças a Deus e rezemos:

"Obrigado Senhor, por teres confiança em mim, pela Tua Presença e Graça estarem sempre a meu lado, no esforço, na criatividade, na procura...

Senhor, um novo ano está prestes a começar.
Eu gostaria que todo ele fosse vivido contigo. Gostava de o percorrer segurando a Tua mão.
Por onde quer que eu vá, que eu saiba levar a paz e a reconciliação.
Ensina-me também a ser um construtor de amizade. Abre os meus olhos: Eu sei que Tu contas comigo para servir os meus irmãos e irmãs, para espalhar a alegria, a justiça e a paz à minha volta.

Maranatha!
Vem Senhor Jesus!

Feliz Ano Novo!

Vídeo Com Som - Bom Ano 2009

Vídeo com som - Bom Ano 2009


Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

quinta-feira, dezembro 25, 2008

É Natal! É Natal!

Verdadeiro e feliz Natal a todos

"O Natal é muito mais que uma soma de objectos trocados. É o grande jogo do afecto pela vida nos seu diferentes tons.
É uma liturgia, uma parábola, uma história mais que mágica. Real. Com a estrela, os magos, O Canto dos anjos, O menino reclinado, a humanidade em festa porque redimida. Seja em que tom for, este hino de Deus no meio dos homens nunca pode deixar de ser repetido. Mesmo que o Natal pareça mais um ciclo com menos imaginação."

Jesus,
Luz no meio da noite.
Hoje queres nascer aqui
e agora no coração
de cada um de nós!
Quando Te abrimos
a porta da nossa vida
Tu entras
e incendeias tudo de Paz,
Força e Esperança!
Abençoa nesta noite
especial cada um
de nós, dá-nos o Teu Amor,
a Tua ternura e a Tua força!

Feliz Natal 2008


Vídeo com som

Vamos cantar Parabéns para Jesus!




Um Santo e Feliz Natal!

Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Vem Senhor Jesus!


Vídeo Com Som
Vem Senhor Jesus!

Senhor, eu sei que os meus caminhos não são os Teus.
Ensina-me a descobrir os Teus caminhos.
ensina-me a aplanar os caminhos tortuosos...

Senhor, ensina-me a preparar o caminho da Tua vinda.
Pondo em ordem a minha casa, por dentro e por fora...
vivendo e agindo com enorme transparência.

Senhor, ensina-me a preparar o caminho da Tua vinda...
Purificando a minha mente e o meu coração...
libertando-a de todos os pensamentos negativos...
e enchendo-a de um só pensamento: a Tua vinda.
Desejando-a e pressentindo-a já...na minha vida...

Senhor, ensina-me a preparar o caminho da Tua vinda...
A saborear gozosamente essa espera...
preparando-a a partir do mais fundo da minha alma...

Senhor, tenho desejo da Tua salvação...
Senhor, espero a Tua salvação no tempo e na eternidade...
Senhor, espero a Tua presença salvadora na minha vida...
Senhor, espero viver em Ti e a partir de ti...
Senhor, Vem...Vem depressa à minha vida...

Desejos de um Santo e Feliz Natal
Boas Festas

Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

sábado, dezembro 20, 2008

4º Domingo do Advento

Ano B –IV DOMINGO DO ADVENTO
«Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus.»

O Evangelho proposto para esta semana é o da Anunciação. Trata-se de uma narração do encontro inesperado de Maria com o Anjo Gabriel que lhe anuncia o projecto de salvação por parte de Deus, que a envolve em primeiro lugar. O episódio revela-nos quem são as personagens, qual o conteúdo do anúncio, quais as reacções que tal anúncio provocou na jovem de Nazaré e que resposta foi dada.
É incrível que a Encarnação, o acontecimento fundamental para a salvação da humanidade, tenha sido anunciado de um modo tão discreto a uma jovem.
É bonito pensar que em alguns lugares, talvez mais nas aldeias, de manhã cedo, ao meio-dia e ao entardecer, os sinos das Igrejas ainda tocam dando sinal para as “Avé- Maria”, a oração do Angelus. A saudação do Anjo tornou-se uma oração tradicional que ilumina os dias. E Maria, depois deste acontecimento, tornou-se a ícone da fé da Igreja, daqueles que acreditam na Palavra de Deus, na sua força, nas suas promessas e se sentem, pessoalmente, envolvidos e chamados a colaborar para que “venha o Seu Reino”.
Deus faz-se homem e vem habitar connosco: isto muda o nosso modo de ver Deus e o homem. Muda o nosso modo de existir: é-nos proposta uma Aliança, uma “co-habitação” que nos interessa e nos leva a tomar uma posição. Na resposta da fé está o nosso risco, a possibilidade de nos realizarmos, actuando o projecto de Deus, para além de toda a esperança humana. Conscientes da nossa pobreza e dos nossos limites, mas com plena confiança, como Maria, no amor omnipotente, somos chamados a dizer o nosso “sim” ao Senhor, na oração e na vida.


PALAVRA
Disse-lhe o Anjo: “Não temas, Maria, porque encontraste graça diante do Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim”.

O Anjo Gabriel revela a Maria o que acontecerá se ela acolher a proposta de Deus: será mãe de um menino cujo nome é Jesus, “o Senhor salva”. Ele não será um menino como os outros, pois sobre ele está designado um grande projecto, um projecto real. O seu Reino será diferente de todos os outros, será de origem divina e eterno. No filho de Maria, se realiza a profecia feita a David: Jesus é o Messias esperado, destinado a reinar eternamente.

MEDITAÇÃO
Maria é a escolhida, porque a sua existência agrada a Deus, ela está apta para cuidar do seu Filho. Sim, Jesus é Filho do Deus Altíssimo, que se faz um de nós, na pequenez e na fragilidade de uma criatura. Da pobreza de uma jovem de Nazaré nascerá o Rei dos reis. E o seu Reino é de paz, de justiça, de santidade no qual todos quererão viver. Ele é o Messias esperado. Não nos iludamos com outros “messias” que terão sucessos momentâneos; com Jesus teremos a Eternidade. É deste contraste entre o projecto de Deus e a pobreza humana, “o berço” que Deus precisa para mostrar que os seus modos, a sua lógica não são os modos nem a lógica dos homens, e que a verdadeira grandeza do homem é a humildade. Por isso não hesita entrar no mundo sem sinais de poder, mas despoja-se da sua divindade e assume a condição humana. Encontra morada em nós e por isso não devemos temer se Ele quer reinar na nossa existência: tenhamos a coragem de reinar com Ele no amor, na paz, na concórdia, na fraternidade, na justiça.

Vídeo com som - Maria ensina-me a preparar a tenda!
Vídeo com som

Bom Domingo Com O Senhor!
Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Ir ao encontro Daquele que vem!

Advento
Ir ao encontro Daquele que vem!

Deus vem à terra numa criança muito pequenina: JESUS!
Ele não é um Deus que meta medo...
Pelo contrário, Ele pede o amor e a ternura dos homens!
Durante o tempo de Advento, os cristãos devem ter em especial atenção:
Em amar os seus irmãos e em perdoarem-se...
Os cristãos vivem esta reconciliação com Deus no sacramento do Perdão!
Um mensageiro, uma mensagem, também hoje são necessários mensageiros, para tornar verdade a mensagem do Evangelho de Jesus!
pensemos na nossa vocação como cristãos:
Será que podemos dar mais de nós?
Será que podemos ser mais e melhores profetas?
Que resposta tenho para Este Deus que procura mensageiros para a Sua mensagem?
Jesus é o novo horizonte de esperança para toda a humanidade. Nele encontramos a força de um novo Baptismo no Espírito que redime e salva.
Esperamos, portanto, neste tempo de Advento, a vinda de Deus. Isto supõe prepararmos o nosso coração e a nossa vida. Para que o Espírito do Senhor habite em nós e nos fortaleça. Para que Deus seja tudo em nós...
Obrigado Senhor, pela Tua consolação e presença!
Obrigado por todas as vezes que falas ao meu coração, colmatando os vales da minha inconsistência, e do meu orgulho que me conduzem a caminhos de tristeza e desolação!
Anima-me para o encontro contigo. Transforma-me em espaço de planície de paz e de perdão!
Purifica-me do que me transforma em ódio e rancor, para que o meu coração Te possa receber, como novidade de cada instante, na plenitude do meu ser em Ti!
Ao longo do Advento recorda-te dos compromissos assumidos no teu Baptismo e procura preparar o teu coração, para receber o Senhor que vem ao nosso encontro, esperando encontrar caminhos facilitados pelo amor que em Deus depositamos!
Obrigado Senhor, pela Tua consolação e presença.
Obrigados pelas vezes que falas ao meu coração!
Neste tempo de Advento talvez possa dedicar um momento à oração, ao diálogo, ao encontro, ao silêncio com Deus. Dedicar-Lhe tempo, dedicar-Lhe espaço na minha vida... no meu dia a dia!

Maranatha!
Vem Senhor Jesus!


Vídeo Com Som


Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Bem Vindo Ao Blog Catequese!

Bem Vindo!

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Tempo de Advento

Espiritualidade do Advento

ADVENTO É
:

Um apelo a vivermos na esperança, a olharmos para a vida como um caminho para Deus, para a libertação, para a salvação, para a paz!
Mesmo quando tudo parece dizer o contrário. Mesmo aí é preciso, em Espírito profético de fé e esperança no amor de Deus e na Sua fidelidade, levantar a cabeça...porque Deus gosta mesmo de nós...porque Deus vem mesmo ao nosso encontro...Deus não nos trai nem engana!
É um apelo a descobrirmos Jesus presente no meio de nós. E Ele está presente de muitas maneiras. Está presente no Seu Espírito que nos anima e congrega à Sua volta no caminho para Si. Está presente na Eucaristia. Está presente na Sua Palavra e nos Seus ministros. Está presente na reunião que um ou dois fazem em Seu nome. E está também presente nos pobres, nos doentes, nos famintos, nos presos e nos peregrinos...em quem sofre e em quem precisa...
É um apelo à recepção de Jesus na nossa vida: Acolhê-lo, Aceitá-lo. Agradeçê-lo ao Pai. Aceitá-lo naquela liberdade de Maria. Abertos à Sua vontade. Disponíveis para o que Ele quiser...
Sem medo... dados...
Maria...deu-se!

Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

Sentido do Advento



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Sentido do Advento

Na nossa Igreja, estamos a aproximar-nos, uma vez mais, de um tempo de festa. É a festa maior da nossa fé, juntamente com a Páscoa, a festa maior da história humana.
Quando faltam apenas algumas semanas para o Natal, um sem-número de sentimentos, recordações, emoções, voltam a despertar... As imagens características da árvore que se veste de luzes coloridas, os fios dourados, as estrelas, os presépios; e a figura do Pai Natal multiplicada em centenas de formas e de rostos, despertando a imaginação dos mais pequenos, invade os espaços públicos, inunda os centros comerciais e penetra nos lares cada ano mais cedo...
A mais publicitada das celebrações chega até nós através das imagens transmitidas pelos meios de comunicação social, da neve, trenós e renas, das mesas repletas de deliciosas iguarias, dos bailes e músicas tradicionais ou, apenas, de pão e amor partilhados...
Até a solene «missa do Galo» celebrada no Vaticano pode ser vista em todos os confins da terra...
S. Nicolau fala, pela Internet, desde o seu mágico lar escandinavo e as crianças dos arrabaldes, dos subúrbios e das aldeias, sonham com ele contemplando a sua imagem de plástico...
O sentido do Natal, a sua razão de ser e a sua Mensagem, mal sobrevivem por detrás destas representações comerciais.

«Preparai o caminho do Senhor» (Mt 3,3)

Apesar de tudo, são precisamente estes mesmos símbolos e personagens patentes nas lojas de compras natalícias que nos ajudam a compreender o sentido do advento.
São eles, testemunhas do clamor do povo que espera o Salvador, que nos conduzem por um caminho de preparação, de espera e de expectação. Tal como Maria, nós cristãos, devemos preparar o coração para receber Aquele que vem!




Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

Advento - Tempo Para Reflectir


Vídeo Com Som

Advento - Tempo Para Reflectir

A que me proponho neste início de Advento? Como posso marcar o ritmo da espera? De que é feita essa confiança em Deus que continuamente vem ao nosso encontro? O que acontece a uma pessoa, quando por preguiça, por desmazelo, por egoísmo, deixa que uma relação se deteriore?

Com o passar do tempo, instala-se a tristeza, a desolação, o arrependimento, e a clara noção de ser difícil recuperar uma experiência semelhante...

...A nossa relação com Deus pode também correr estes riscos, pela falta de fidelidade, pela ausência de oração, pelo pouco cuidado em olhar para os outros a partir do olhar bondoso de Deus!

Como vivo o dia a dia comprometido na construção do Reino?

Neste tempo em que o Senhor está de viagem, decido-me hoje em aprofundar alguns dos sinais que alimentam a minha ligação com Ele:

A Sua presença no Santíssimo

A Sua Palavra...

A Eucaristia...

O amor em acto...

O Perdão...

Maranatha! Vem Senhor Jesus!


Arménio Rodrigues

menorodrigues@gmail.com

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Dedicado a Imaculada Conceição - 8-12-2008


Uma luz importante no nosso caminho

Todos os anos celebramos uma grande festa no dia 8 de Dezembro: a da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Esta Expressão quer lembrar-nos que Maria nasceu à perfeita imagem de Deus, sem qualquer falta, sem pecado. Desde o seu nascimento, Deus a protegia. Deus amava-a como a todas as crianças da terra, ricas ou pobres, doentes ou saudáveis. Mas além disso, Deus contava com Ela para que pudesse um dia ser Mãe de Jesus.
Assim Maria foi uma menina como as outras, uma mulher comum do seu tempo. Vivia atenta à Palavra de Deus, pondo-a em prática. Pode dizer-se que deixava irradiar perfeitamente nela o amor que Deus Lhe tinha.


Videos Dedicados a Imaculada Conceição

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Maranatha! Vem Senhor Jesus!

Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

Dedicado a Imaculada Conceição Parte 2


O SIM!

Quando o Anjo Gabriel veio com toda aquela conversa que Ela iria ser a Mãe do Emanuel, mesmo sem perceber porquê, Ela disse "SIM!"
Nasceu o menino e vieram as dificuldades, e sempre, diante de cada aventura (a fuga para o Egipto, a perda do Menino no Templo...) Ela lá estava com o Seu "SIM!"

Complicado, não é?

Foi a primeira que acreditou e se pôs a caminho para anunciar a Boa Nova à sua prima Isabel. E até, num certo casamento em Canã, Ela lá estava para com Jesus a dar solução ao problema do vinho.
Chegaram os tempos da Paixão e morte de Jesus e, sem arredar pé, Ela lá estava aos pés da cruz. Sabe Deus como...
Não é difícil saber o seu nome: Maria, a mãe de Nazaré. Ela é para nós modelo de fé, modelo de seguimento de Jesus, modelo de vocação. Disse "SIM!" e pronto.
A todos os que hoje queremos continuar a seguir Jesus, Ela está aí para nos mostrar a meta... e a dizer-nos:
-O caminho faz-se andando. Tu diz sim. Acredita! Depois, deixa que Deus faça maravilhas em ti, como fez em mim. E, como eu, torna-te portador e portadora de Jesus a todos. É tempo de dizeres o teu sim!
Do teu sim nascerá uma aventura de amor. Tu, porque esperas? Ela espera por ti...

Um grande abraço!

Vídeos Dedicados a Imaculada Conceição

Vídeo com Som


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Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Olhar o Advento

Olhar o Advento


A Igreja começa cada ano litúrgico com o Tempo de Advento. Um tempo para recordar que cada pessoa faz parte da grande História da Salvação e que esta tem sempre tempos pacientes e prolongados de espera.
Porquê tanta espera?
Nós somos os culpados por tanta espera, pois constantemente tomamos o caminho errado, andamos desorientados, confusos e ocupados com as imagens de ídolos, esquecendo a imagem do verdadeiro Deus.
ele, pelo amor que nos tem e com a sua infinita paciência, espera, espera... dizendo-nos que é possível recomeçar. Esperar... para começar de novo. Eis a mensagem do advento. Uma mensagem capaz de renovar o sentido do caminhar, o estímulo e a esperança para encontrar algo seguro no meio de uma sociedade tão efémera.
Deus vem sempre como novidade, quando menos O esperamos. Apenas nos pede que O reconheçamos e O escutemos.
Preparemo-nos para O receber. Maranatha!

O Caminho do Advento

O que é o Advento?

Chamamos «Advento» ao período das quatro semanas anteriores ao Natal, durante a qual a Igreja nos convida a preparar a festa, chamando-nos à oração e a gestos concretos:
- Oração para como Maria, «glorificar o Senhor» «que pôs os olhos na humildade» dos homens (Lc 1, 46-48), «se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14)
- Gestos concretos para estender a sua misericórdia no meio dos homens «de geração em geração» (Lc 1, 50).
No Tempo do Advento, a Igreja revive as «vindas» do Senhor ao seu povo:
. A vinda histórica, em carne mortal, como Menino, no Natal.
. A vinda triunfal, como Senhor, quando o seu Reino se manifestar plenamente (1 Cor 11, 26; 15, 24).
. A vinda íntima, permanente, ao cristão que prepara o seu coração.

Advento é Esperança

Pôr em prática a espera do advento pressupõe, como condição prévia, que se tenha fé. Mas também esperança.
A presença actual do senhor no meio dos homens é uma força que equilibra os diversos aspectos da vida: amor humano, felicidade, trabalho, bem-estar.
Por isso, viver sempre com esperança, especialmente no advento, confere à existência da pessoa aquela serenidade, fortalecida na luta, que lhe permite superar, com constância, as circunstâncias previstas e imprevistas.
Nada pode desorientar quem puser a sua esperança no próprio Deus.
Uma pessoa assim constrói a sua existência com equilíbrio divino, fruto de prudência e risco, de paz e luta, de amor e sensatez. Aceita a vida como um dom permanente, tal como é, com alegrias e também com tristezas, angústias, separações e momentos dolorosos, que preparam, na esperança, o mundo futuro.
Enquanto avançamos, no tempo, em busca da maturidade cristã - da plenitude do tempo - ansiamos por essa experiência humana; é esse o caminho do Advento.

Maranatha! Vem Senhor Jesus!

Arménio Rodrigues
menorodrigues@gmail.com

A Coroa de Advento

Símbolo do Advento



A Coroa

«Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas.» (Lc 12,35)

Consiste numa coroa feita com ramos verdes e flores, na qual se inserem quatro velas que significam as quatro semanas de preparação para o Natal, ou seja, o Advento.
É de origem escandinava e germânica. Cada vez se usa mais entre nós. Ajuda a aprofundar a espera e a intensificar, em cada semana, a preparação para a vinda do Senhor.

- A sua forma circular indica a perfeição, a plenitude a que devemos aspirar na nossa vida de cristãos.

- Como coroa, significa a dignidade, a realeza que Cristo veio outorgar ao cristão, isto é, a honra, a grandeza, a alegria, a vitória. (Em Ap 4, 4-10) Cristo aparece como soberano e em (Ap 14, 14) tem uma coroa na cabeça como próprio Deus). É «a coroa dos eleitos».

- Os ramos verdes significam também senhorio de Cristo sobre a vida e a natureza, dons de Deus que merecem o nosso cuidado e respeito.

- A Luz que se acende indica o caminho, afasta o medo e fomenta a comunhão. A Luz das velas é símbolo de Cristo, Luz do mundo.

- Acende-se uma vela em cada semana; uma na primeira, duas na segunda, três na terceira e quatro na quarta, simbolizando a nossa ascenção gradual para a plenitude da Luz do Natal.

- Ao acender a vela, pode fazer-se a seguinte oração:
«A Igreja inteira alegra-se, Deus da esperança, com a vinda de Jesus Cristo como Luz verdadeira para iluminar os que estão nas trevas. Fizemos esta coroa com ramos e enfeitámo-la com velas. Nesta preparação do Natal, nós Te pedimos, Senhor, que nos ilumines com a claridade do Teu Filho, Luz do mundo, que vive e reina contigo pelos séculos dos séculos. Amen».

Coloca-se:
- Num lugar de destaque do templo ou em casa;
- Com a colaboração de todos:
- Num lugar próximo daquele onde colocaremos o presépio e, porventura, a árvore do Natal.

Maranatha! Vem Senhor Jesus!

Bom Advento

Arménio Rodrigues

sexta-feira, novembro 28, 2008

Uma Nova Vida!

Uma nova Vida


(Vídeo Com Som)

Uma Nova Vida

Queres ter... uma vida plena?
Uma vida autêntica?
Uma nova vida?
Então é necessário um encontro com Cristo Jesus! Deus é um pai que te ama de uma forma infinita... incondicional!
Ele Disse:
"Amo-te com amor eterno." (Jo 31, 3)
Desejas uma vida plena? O que te impede de fazeres uma experiência de amor com Deus? O pecado separa-nos de Deus!
"Todos pecaram e ficaram longe de Deus". (Rom 3, 23)
O pecado provoca um muro entre ti e os outros...entre ti e Deus. Constantemente tomamos o caminho errado...andamos desorientados...confusos e ocupados com coisas vulgares. Somos incapazes de amar e de servir, não temos tempo...
A sociedade é corrupta, egoísta, violenta, injusta.
O homem anda muito distraído com:
Grandes ilusões...consumismo exagerado...álcool...drogas...os ídolos...esquecendo a imagem do verdadeiro Deus!
Senhor o meu coração anda inquieto, ajuda-me, vem ter comigo!
"Senhor, sois meu refugio, minha força para permanecer firme neste mundo, livre de todas as tentações." (Santo Agostinho)

A Boa Notícia!

A Salvação vem com Jesus, com a Sua Morte e Ressurreição... salvação de tudo o quanto te oprime... e ilude... salvação de todas as situações que te fazem perder a identidade...
Na Bíblia podemos ler:
"Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. A luz resplandeceu nas trevas e as trevas não a compreenderam." (Jo 1 - 4,9)
Provoca um encontro pessoal com Jesus Ressuscitado...
O Senhor disse:
"Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo." (Ap 3, 20)
A conversão é um retorno a Deus... é a mudança no coração e na vida!
Para voltarmos para Deus é necessário:
Acolher a Sua luz e acolher a Sua Palavra! Renunciar a Satanás e a todas as suas obras...
O pecado é um "NÃO" a Deus e um afastamento ao seu amor e projecto!
O Senhor diz:
"Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda a iniquidade." (Jo 1, 9)
Reconhece o teu pecado... volta para Deus e receberás o Seu perdão!



Arménio Rodrigues.
menorodrigues@gmail.com

domingo, novembro 09, 2008

Ser Catequista - Uma Vocação


Ser Catequista -- Uma Vocação
Um dia quis saber mais da vida de Jesus e por isso li, estudei e gostei, mas só isso não me chegava. Eu não podia apenas receber esses conhecimentos, exemplos de caridade, amor, perdão e de entrega, porque eu não estava satisfeito com o que recebia. O que recebia era bom mas, faltava-me alguma coisa mais, a vivência, a partilha, o DAR...
Percebi então que tinha que dar o que recebia, para assim conseguir aprofundar mais o que sabia e sentia de modo mais verdadeiro, mais puro. Uma das maneiras que encontrei para dar o que recebia, foi a catequese.
A missão que me foi confiada, não é fácil e a responsabilidade é muita mas ao ver a alegria de uma criança na descoberta de Jesus Cristo, do amor que Ele tem por todos nós e que deu a Sua vida por tanto nos amar. Vale a pena a entrega que se tem que fazer para se ser catequista. Ser catequista não é chegar á sala de catequese e "despejar" a sessão. É vivê-la em conjunto com as crianças, tendo em atenção a realidade desse grupo. È saber ser criança e explicar o que elas não sabem, é matar a sua sede de aprender, de saber mais. È mostrar o Rosto amigo que eu descobri e que elas estão a começar a descobrir, a conhecer. È ser exemplo, é ser fiel sem se destacar, é ser-se verdadeiro e amar.
Nem sempre é fácil deixar ouvir a voz do nosso coração, a voz tenta falar dentro de nós, que nos pede para fazermos algo que envolve sacrifício entrega, dedicação. Mas quando fazemos o que escutámos ao nosso coração, sentimos uma enorme alegria, alívio e uma satisfação imensa. È algo que sinto, mas que não consigo explicar por palavras, mas que é muito bom. È talvez uma sensação de plenitude...
Muitas vezes ir dar catequese implica deixar de fazer uma coisa mais cómoda, ter que antecipadamente preparar o que se diz, o que se faz, de que maneira se vai fazer e falar, implica tempo, dedicação e gosto, sobretudo muito gosto e vontade de dar o que aprendi e recebi.
Ser catequista é uma missão que me foi confiada e que eu aceitei, mas sei que tenho essa missão a cumprir porque fiz silêncio e deixei que Alguém me falasse ao mais profundo do meu ser. Muitas vezes me pergunto "Será que é isto que Deus quer de mim? Ou será que quer muito mais e eu não sou capaz de o dar? Será esta tarefa que Deus me confiou esta missão, não me abandonará e quando eu não souber o que vou fazer, Deus estará junto de mim para me iluminar no modo de agir.
Sei que não me abandonará e por isso continuo esta missão. Até porque ser catequista não é apenas uma ou duas horas por semana. È uma vida inteira dedicada a viver a mensagem do amor de Cristo nos vários locais, nos vários momentos da minha vida, do meu dia. No trabalho, na escola, em família, há que ser catequista, e sobretudo é preciso ser humilde porque não sei tudo e tenho que aprender mais para crescer, na fé, no amor e na capacidade de dar. Sempre mais eu quer da e vou dar com a minha vivência, o que recebo do Pai.

Abraço fraterno!
Arménio Rodrigues


Aprender a Missão com S. Paulo

A actividade missionária de Paulo não se reduziu às 3 viagens descritas nos Actos dos Apóstolos. Na sua Carta aos Gálatas, Paulo conta como, a seguir à sua vocação a caminho de Damasco, partiu para a Arábia, onde esteve cerca de 2 anos, regressando depois a Damasco. Mas, em ambos os lugares, o êxito falhou: fugiu da Arábia e até em Damasco o perseguiram.
Estas tribulações foram as primeiras de uma série inumerável, sendo a descrição mais completa a que aparece em 2Cor 11,16-33, que é conhecida como o discurso dos loucos, pois é o próprio Apóstolo que assim o classifica: uma loucura.
A loucura ou insensatez de que Paulo fala manifesta-se no próprio motivo que o leva a escrever: para a comunidade que o rejeita e o volte a aceitar, tendo que fazer o mesmo jogo daqueles que dela o afastaram. São missionários cristãos a quem Paulo, com um certo sarcasmo, chama super apóstolos, talvez por se apresentarem com sinais, prodígios, milagres, sinais distintivos do que para eles seria o verdadeiro Apóstolo. Mas, com isso, para Paulo, esses missionários estão a gloriar-se segundo a carne, centrados em si próprios, escravos do seu egoísmo. Uma loucura, porque quem se gloria deve gloriar-se no Senhor.
Este egocentrismo pode mesmo levar à escravização e exploração dos outros e é disso que Paulo acusa os concorrentes no seu relacionamento com os cristãos de Corinto. Estes, apesar de se terem por espertos, aceitam-nos, o que é uma verdadeira loucura, mas que Paulo tem de assumir para se poder confrontar com esses sedutores, já que a comunidade e o Evangelho são-lhe muito preciosos.
Os adversários assentam a sua legitimidade apostólica na origem judaica e na condição de diáconos de Cristo. Paulo iguala a primeira condição e ultrapassa-os na segunda. Vejamos o significado do termo diácono: era um título originariamente dado a quem recebia a missão de fazer a ligação entre 2 ou mais pessoas - a pessoa que o convida e envia e aquelas a quem é enviado. O mesmo acontecia com S. Paulo. Fundamental era uma total sujeição, sobretudo à pessoa que envia, de tal modo que esta se torna presente e actuante no seu diácono ou apóstolo. No caso presente é Cristo. Mas que Cristo? Para os adversários de Paulo era um Messias glorioso, antes de ter sido morto, o que para Paulo é uma visão parcial: para a glória que alcançou, Cristo teve de passar pela fraqueza e ignomínia da cruz. O Ressuscitado é o Crucificado que na morte nos amou e se entregou por nós. Os sinais do verdadeiro diácono de Cristo são, pois, uma série de acontecimentos e situações de fraqueza e debilidade, lutas e privações.
Um ano a caminhar com São Paulo: "Pedro retirava-se e separava-se, com medo..."
Com o acordo sobre a circuncisão, alcançado na reunião apostólica de Jerusalém, ficou resolvida a questão da unidade entre as diferentes comunidades cristãs. Mas outro problema surgiu devido ao mesmo acordo: a unidade no interior das comunidades, entre os cristãos de origem judaica e os de origem pagã, não circuncidados. Deviam ou não respeitar as normas judaicas, sobretudo as de carácter ritual? Novamente surgiu a questão em Antioquia, gerando um conflito que dividiu a comunidade e as figuras de topo: Paulo e Pedro.
O incidente só é contado por Paulo em Gl 2,11-14, logo a seguir à exposição da reunião apostólica de Jerusalém, o que mostra a ligação entre os dois acontecimentos.
O incidente decorreu em 3 fases:
• até à chegada das pessoas da parte de Tiago. Até então, Pedro (ou Cefas, em aramaico) tomava parte nas refeições comunitárias, com cristãos oriundos do Judaísmo e do Paganismo, talvez remontando este hábito à fundação da comunidade e confirmado, indirectamente, pela decisão da reunião apostólica de Jerusalém. Essas refeições incluíam a celebração da Eucaristia. A comunidade, fundada cerca de 15 anos antes, numa cidade de grandes dimensões (a 3ª maior do mundo de então), devia ter um número alto de membros e celebrar-se-ia em várias casas. De vez em quando, toda a comunidade se juntava para celebrações da Palavra, catequese, etc. Terá sido numa dessas assembleias gerais que se deu a intervenção de Paulo, referida mais à frente.
• a mudança, após a chegada de pessoas da parte de Tiago (o irmão do Senhor, Gl 1,19), que estava à frente da comunidade de Jerusalém, desde que Pedro a deixara. Também ele concordara com a decisão apostólica de libertar da circuncisão os cristãos convertidos ao paganismo. A razão que o levou, através de delegados, a intervir em Antioquia era que para ele, os judeo-cristãos continuavam judeus e, como tal, deviam cumprir as normas judaicas sobre a alimentação: entre elas, a proibição de tomar refeições com não-judeus, caso contrário, contrairiam a impureza ritual, que os impedia de tomar parte noutros actos de culto. Tratava-se de salvaguardar a identidade do Cristianismo, na sua ligação histórica ao Judaísmo, respeitando as linhas que o separavam do paganismo. Assim faziam os cristãos de Jerusalém e Pedro também o devia fazer, sobretudo devido ao seu lugar na Igreja e ao facto de , segundo o acordo apostólico de Jerusalém, o seu campo de missão serem os cricuncisos. A isso juntava-se o medo dos partidários da circuncisão, talvez os judeus de Jerusalém que, com as suas autoridades, perseguiam os cristãos (1Ts 2,14) e vão mesmo matar Tiago, no ano 62. Daí Pedro ter cedido, bem como os restantes judeo-cristãos, incluindo Barnabé, companheiro missionário de Paulo. Assim, a comunidade ficou dividida, precisamente naquilo que mais a devia unir: a Eucaristia. Daí Paulo ter reagido tão duramente.
• a reacção de Paulo está expressa nas palavras que, em assembleia plenária, dirigiu a Pedro: ao retirar-se e separar-se das celebrações eucarísticas com cristãos não judeus, Pedro estava, na prática, a obrigá-los a submeterem-se às normas das quais o Evangelho os libertara.
Paulo não deve ter convencido a comunidade, senão di-lo-ia. Provavelmente, a cisão tornou-se insustentável, sobretudo por incidir sobre a Eucaristia, o sacramento por excelência da unidade. Daí as decisões adoptadas pelos cristãos não judeus (Act 15,29) na reunião apostólica de Jerusalém: abster-se dos ídolos (de refeições culturais pagãs e de carnes de animais nelas abatidos), do consumo de sangue, dos sufocados (carnes não sangradas) e da fornicação (casamentos entre familiares). Eram os preceitos de Noé (com base em Gn 9,4), considerados válidos para todos e impostas aos estrangeiros residentes na Palestina, para aí poderem conviver com os judeus.
Quanto a Paulo, separado de Pedro e Barnabé, pelo menos temporariamente (1Cor 9,5), partiu com Silas para uma maior expansão do Evangelho entre os gentios. Há males que vêm por bem...
Para Pensar:
Para nós catequistas, Paulo é um paradigma do evangelizador que se encontrou com Cristo e se apaixonou pelo Reino! Reino que é a presença transformante do Espírito que move as profundidades do humano para o aproximar do Pai. Reino que já se encontra na vida e nas mãos de nós catequistas!
Arménio Rodrigues

segunda-feira, outubro 13, 2008

Dedicado a Maria

DEDICADO A MARIA


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Como Me Alegro Por Seres A Melhor!


Maria A Nossa Mãe

Falar de Maria, mãe de Jesus e nossa também, é sempre falar de uma figura que nos remete ao verdadeiro Amor que é Cristo Jesus.
É reflectindo no seu maternal exemplo que a Igreja desde os primeiros séculos Cristão cresce e amadurece na fé pois é na sua presença que aprendemos a ouvir e obedecer o seu chamado a todos os servos de todos os tempos: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser”.
Santo Inácio de Antioquia, já nos confirma que a tradição de venerar a Mãe de Deus provém dos próprios sucessores dos apóstolos já no século I, como podemos ver a seguir: "Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem" (S. Inácio de Antioquia, "Carta aos Magnésios", 110 dC). O próprio Lutero que se separou da Igreja Católica por própria infelicidade não tinha receio de exclamar: "Maria é a maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo... Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente" (Martinho Lutero, "Sermão do Natal de 1531").
Jo 2, 2-5 “Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não tem mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”.
Diante deste impressionante relato podemos reparar 4 características da Mãe Maria:


1) Maria é Mãe Amorosa: Em meio a festa e aos seus agitos próprios, Maria tem a percepção aguçada de que algo está errado: o vinho está a acabar. Talvez hoje isso não signifique muito, contudo, para aquela época isto poderia ser um grave sinal de desrespeito. Prontamente ela se coloca ao serviço do Amor pois deseja que todos os detalhes sejam felizes, e para tanto, conta com a ajuda de seu Amadíssimo Filho, que a todos pode ajudar. Também hoje ela intercede no céu junto ao seu filho Jesus por nossas necessidades, mesmo que aparentemente possam parecer insignificantes. Se pedimos orações aos nossos amigos e familiares que ainda estão na Terra e que ainda não estão salvos, não tenhamos medo de pedir por aquela que é perfeita, que goza do título de Mãe de Deus, e que está junto a Ele no céu. Por isso a Igreja a gosta de chamar, Nossa Senhora Medianeira, pois é através de sua intervenção que Cristo sempre irá se manifestar.

2) Maria é Mãe da Simplicidade: É na simplicidade das coisas quotidianas que Deus sempre se manifesta, e é claro que a Mãe de Deus que sempre o educou na terra necessariamente precisava ser simples. Maria é aquela que ora na riqueza da simplicidade do seu coração. “Não tem mais vinho”, essa foi a oração da Mãe, simples como a brisa, impectuoso como o vento. Diante deste facto, a Mãe sabe que qualquer que seja a resposta do seu filho diante deste acontecimento, esta será a melhor coisa para todos. Maria apresenta a necessidade do seu coração ao filho; mais simples impossível, mais sincero ídem, e é diante deste abandono que Jesus atende a Mãe e a sempre atenderá. Ela também nos ensina como orar, nos ensina que oração não é a somatória de palavras, mas sim a multiplicação da fé. Maria é como o homem de grande fé, aquele que vai a Igreja pedir a Deus por chuva e já leva o guarda-chuva.

3) Mãe da Confiança: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser”. Maria mostra nesta pequena e simples frase a convicção dos atos do seu Filho. Ela não sabe o que Ele irá fazer, qual será o seu método, qual será o seu tempo, sabe apenas uma única coisa: que Cristo não irá desapontar. Também nós em nossa vida quotidiana devemos aprender da Mãe Maria que em nossas necessidades e dificuldades não devemos fazer outra coisa a não ser confiar, abandonar, esperar sem desespero. Claro! É Cristo que vai a frente, não pode se esperar outra coisa a não ser o bem pleno e total. E a nós, servos, ela também pede sem cessar, que façamos das nossas vidas tudo aquilo que Ele nos disser, todos os dias e cada momento mesmo sem saber o que irá acontecer.

4) Maria, mãe Intercessora: Sabemos bem que aonde há o Amor, aí não há interesse próprio. Do Amor nada se consegue com interesses egoístas e falsas necessidades, todavia, muitas vezes é assim que tratamos com Deus, com negociatas e barganhas. Maria não é assim, em seu coração piedoso não há espaço para nada além do amor ao próximo e do bem perfeito. Maria é abnegação, é renúncia própria, é serviço por todos, é austeridade pela humanidade. Mesmo sabendo que sua hora ainda não havia chegado, Jesus atende o seu pedido pois diante do amor e da confiança, Deus nada pode fazer. Apresentemos sempre nossas necessidades à mãe que confiantemente as coloca diante do seu filho. Para Deus só existe uma única arma: o Amor perfeito.

Mãe amorosa, simples, confiante, intercessora. Diante de uma mulher com tais virtudes não podemos ficar indiferentes. Assim como o por-do-sol modifica a paisagem, e esta nos modifica, assim também o Pai do Céu que é a fonte de toda a luz modificou toda a raça humana começando por Maria. Diante desta paisagem materna só podemos contemplar ainda mais a grandeza do criador, porque a obra remete ao mestre. Àquela que teve a honra de ser a Mãe de Deus, honra e veneração para sempre como fez o Anjo, por aqueles que o não o fazem, Amém.

Arménio Rodrigues

(2008)

terça-feira, setembro 30, 2008

Qual o teu sonho?


Qual o teu sonho?


Como catequista, como discípulo de Jesus, apaixonado por Ele,
como pessoa que se sente realizada a partilhar com outros as
razões da sua esperança e da sua alegria...
Qual é o teu sonho?
O que esperas deste ano?
O que desejas, com toda a força do teu coração, construir neste
ano pastoral que agora começa?
Não tenhas medo de sonhar alto.
Não disfarces de realismo as desilusões da vida.
Mesmo com as tuas limitações, mesmo com os catecismos novos
que já saíram, com aquelas crianças e pais tão problemáticos...
Recupera a ousadia de sonhar alto!!!
Quando estás à conversa com Jesus... ou quando, simplesmente,
estás com Ele...
Para onde aponta o Seu olhar?
Quando Ele olha para ti, que vê Ele? o que és e foste ou o que
Ele te chama a seres?
Quando Ele reúne a tua paróquia, já reparaste que Ele vos ama
com todos os pecados e que continua entusiasmado em vos
fazer crescer?
Aprende a olhar com Ele.
A sonhar com Ele.
E a construir com Ele.
Um bom ano de Catequese.

Setembro de 2008






terça-feira, agosto 12, 2008

A Vida


A vida



A palavra “universo” significa tudo o que existe; o Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra e tudo o que há nela, os outros planetas em e tudo em que conseguirem pensar.
Estende-se para além de tudo o que se consegue ver com o telescópio mais potente. A maioria dos cientistas acredita que o Universo tem um fim, mas ninguém sabe onde está esse fim.
Os cientistas dizem que o Universo se formou a partir de uma grande explosão (Big Bang), que teve lugar há aproximadamente, 10 a 20 milhões de anos.
Antes dessa explosão, todo o material (vou chamá-lo assim) do universo estava misturado e amontoado. A explosão separou as diversas partes, enviando gases incandescentes e corpos voadores em todas as direcções.
Após centenas de milhões de anos, formaram-se as galáxias a partir do turbilhão gasoso proveniente da explosão. Mais tarde, e a partir dos gases que ainda ficaram nas galáxias, formaram-se as estrelas e os planetas.
Bem, tudo isto que acabei de escrever é o que os cientistas acreditam que possa ter acontecido e que todos nós aprendemos na escola com a ajuda dos professores e lemos nos manuais.
Mas há homens que perguntam admirados: donde vem o mundo? Donde procede esta diversidade da vida? Quem decidiu sobre o curso dos astros que determinam o tempo do verão e do inverno, as sementeiras e as colheitas, o dia e a noite? Quem proporcionou a ordem às plantas e aos animais e concedeu a fertilidade à terra? Quem faz brotar a vida no seio das mães? O que é que existiu no principio e qual será o fim?

Os homens que sofrem, queixam-se: quem faz estremecer a terra e provoca as inundações? Quem retém as águas para secar a terra? Donde vem a desgraça, a doença, a morte? Donde vem o mal e quem lhe dá o poder de encher o coração humano? Acabará o mal por vencer o bem? Será a morte mais forte que a vida?

Em todo o mundo se ouvem as mesmas interrogações que angustiam os homens.
Os mais sábios de entre todos os povos buscam uma resposta. Falam do mistério dos começos, das obras da divindade e da sua história com a humanidade.
Nós cristãos, acreditamos que “tudo procede de Deus”. Queremos dizer com isto que o mundo e tudo o que ele contém não surgiu de si mesmo nem do acaso, mas surgiu porque Deus assim o quis; sem Ele não haveria VIDA.
E é quando observamos a natureza que vemos a presença de Deus.
Deus manifesta-se em tudo o que é vida, em tudo o que cresce...
Ele está em tudo e em todos!


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quinta-feira, julho 31, 2008

Oração para as Férias

Oração Para As Férias

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Oração Para As Férias

AO FALAR DE TI...

Senhor,
Eu quero ouvir a Tua voz

Fazer florescer e frutificar a Tua Palavra,
Reconhecer-te, descobrir-te,
Em cada gesto,
Em cada palavra,
Em cada momento,
Em cada esquina da minha vida…

Perdoa o meu silêncio,
A minha falta de resposta…
Eu sei, Senhor,
Que tu conheces como ninguém
O meu coração fraco, débil,
Que a cada passo
Se deixa tentar pelo mal
Para depois se afogar em lágrimas de dor e desespero,
Eu sei também que a Tua mão
Está sempre estendida,
Pronta para me resgatar…

Vens ao meu encontro.
Perdoa, Senhor a minha cegueira,

Apura os meus sentidos e o meu coração
Para que sinta fome e sede de Ti
E Te possa sentir em tudo e todos…
Não permitas que o meu coração endureça,
Atrofie, se torne árido e seco,
Tendo a fonte tão perto de mim.
Não deixes que eu perca o brilho do olhar,
Ao falar de Ti.

Arménio Rodrigues

Férias

Não são férias de fé. Mas são um bom tempo para repousar um pouco. É um tempo bom para descansar, rezar melhor, para recuperar equilibrio e forças. Para ganhar energia para os novos desafios.
Nestas férias leva a Bíblia para onde fores para ler um pouco durante os descansos.

Boas Férias...


menorodrigues@gmail.com

sexta-feira, julho 04, 2008

Viver em plenitude

Viver Em Plenitude


A vida é um dom surpreendente. Contudo, nós podemos deixar-nos enredar de tal maneira na rotina estonteante da vida quotidiana que só aprendemos metade da sua profundidade e riqueza.
A vida também é difícil e, por vezes, quando tentamos evitar a dor provocada por sentimentos perturbadores, podemos ficar igualmente atordoados e incapazes de experimentar plenamente a vida.
Ocasionalmente, as circunstâncias impelem-nos para uma consciência mais profunda - pode ser uma crise, como uma doença ou a perda de emprego, ou um acontecimento de mudança radical, como um nascimento ou um casamento. Nessa altura reconhecemos que estamos mergulhados no mistério e então - por um momento - vivemos a um nível mais profundo, mais rico e mais intenso.
É disto que trata Viver em plenitude - viver de forma apaixonada e atenta,recebendo a vida a partir desse centro que nos foi concedido por Deus. Viver bem desperto, com profundidade de sentimentos, sabendo discernir o que realmente interessa, abraçando a vida.
Na peça Our Town, de Thorton Wilder, a personagem de Emily pergunta: «Haverá algum ser humano que se aperceba da vida enquanto vive - minuto a minuto?»
Respondem-lhe: «Os santos e os poetas talvez - alguns vivem assim.»
Viver em Plenitude recorda-nos que cada um de nós tem um pouco de santo e de poeta. Só precisamos de estar atentos.

A tua alma é a tua
essência mais profunda.
É onde Deus habita
e onde tu és realmente tu.
Toma consciência da presença
de Deus dentro de ti e
vive dessa tomada de consciência.


menorodrigues@gmail.com


segunda-feira, junho 23, 2008

A Chegar ao Fim!


A chegar ao fim!

Já lá vão muitos meses desde Setembro.
Muito empenho, muita oração, muito esforço.
Nesta altura há sempre sentimentos mistos. Cansaço, alegria do dever cumprido, alguns conflitos mal resolvidos, entusiasmos que cresceram...
Mas, como todos aqueles que dão um pouco da sua vida para que outros possam conhecer o Senhor da Vida, soube-nos bem. Valeu a pena.
Agora é o tempo de festejar a caminhada.
Mas também um tempo de avaliar o caminho. Não de procurar culpados. Mas de identificar o caminho que se fez. De perceber o que funcionou e o que não correu como esperávamos.
É o tempo de sarar as feridas, os conflitos que tenham aparecido ao longo do ano.. de pensar o futuro da catequese.
Apesar de tudo para muitos catequistas foi um ano de grande criatividade e coragem. Os novos catecismos da adolescência e do primeiro ano da infância truxeram aos catequistas um desafio novo; mais responsabilidade, uma melhor preparação dos temas, mais empenho e coragem...
Agora muitos catequistas da nossa paróquia de Santo Tirso e de muitas outras de todo o Portugal vão de férias. Não são férias de fé. Mas são um bom tempo para repousar um pouco. É um tempo bom para descansar, rezar melhor, para recuperar equilibrio e forças. Para ganhar energia para os novos desafios.
Para mim, foi um bom ano catequético, feito com muito entusiasmo, mesmo nos momentos mais duros.
Gostava de agradecer a todos os catequistas o vosso testemunho empenhado no anúncio do Evangelho a todas as crianças e adolescentes.
É um prazer e um motivo de orgulho estar a evangelizar ao lado de catequistas tão criativos, entusiasmados e fiéis.
Estou muito feliz por ter lançado este blog catequético. Não é fácil cativar pessoas que se interessem por temas relacionados com Jesus Cristo, mas ao fim de nove meses de existência deste blog o resultado é muito interessante. Homens e mulheres de outros Continentes visitam o blog diáriamente, desde o Chile, Brasil, Estados Unidos, Itália e outos países.
Uma palavra de agradecimento a todos aqueles ajudam a divulgar este blog entre catequistes e povo em geral.
Bem hajam!
Este blog não tem férias.
Prometo que durante todo Verão irei publicar temas que nos ajudarão a reflectir sobre a catequese.
Até já!

menorodrigues@gmail.com


"DEIXAI VIR A MIM AS CRIANÇINHAS"









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sábado, junho 07, 2008

O jogo das Pedrinhas





O Jogo das Pedrinhas

Era sábado, estava a passar o meu dia de folga em Ponte de Lima, entrei num café para ler o jornal e tomar um café.

Havia pouca gente no estabelecimento, por isso e enquanto tomava o meu café e tentava ler o jornal pude assistir com sossego ao acontecimento, cuja importância fui compreendendo. Era o jogo das pedrinhas. A menina tinha talvez três anos e estava sentada sobre o balcão. Um senhor, que parecia ser o pai, estava diante dela e tinha de adivinhar em qual das mãos tinha a menina colocado uma pedra pequenina. Ela, com os braços atrás das costas, sem que o pai pudesse ver, deixara a pedra numa das mãos, e agora estendi-as ambas, fechadas, para que o pai adivinhasse. O pai escolheu uma das mãos, mas não acertou. Foi isso que a criança lhe disse, começando imediatamente a preparar-se para repetir o jogo. Mas o pai pediu-lhe que abrisse as duas mãos com as palmas para cima. Era preciso que ela apresentasse a prova de que o pai não tinha acertado…

O senhor partiu do princípio de que a filha podia estar a mentir. Não estava… mas abriu as mãos.

Enquanto tomava o meu café assisti ao instante exacto em que aquela menina aprendeu que não era merecedora de confiança, que a sua palavra não tinha valor. que esperavam dela que fosse capaz de alcançar os seus objectivos. Aos três anos. Num jogo. Com o pai.

Muito se poderia dizer acerca das mentiras das crianças ao longo do seu desenvolvimento, muitas vezes relacionadas com a aprendizagem do que é a realidade e do que é a imaginação. Mas acho que este caso não tem relação com isso. Enquanto tomava o meu café e já não conseguia ler o jornal, pareceu-me estar a assistir a um exemplo concreto de como se colocam minas nos alicerces do mundo. A honra de uma pessoa é o reconhecimento de que essa pessoa é íntegra e digna de confiança. O mundo é uma selva, e isso conduziu-nos a desconfiança. Desconfiamos por princípio, por hábito, por medo, por insegurança, por prudência. Desconfiamos sempre.

Se alguma vez confiámos, passámos possivelmente pela amargura de sermos enganados. Desconfiamos porque a nossa experiência de vida nos leva a desconfiar. Aprendemos com os nossos erros e fazemos muito bem.

Fazemos muito bem… desde que não queiramos fazer nada para mudar o mundo, desde que estejamos contentes com a selva que nos rodeia, desde que não nos importemos em ferir as pessoas que estão ao nosso lado. Porque é preciso que tomemos consciência de que ofendemos uma. Não há melhor forma de fazer de uma criança um mentiroso do que desconfiar dela. E confiar nela é necessário para que venha a ser um adulto verdadeiro. Nas crianças devemos confiar sempre. Ao lidar com elas estamos a construir o mundo. Devem crescer com a noção de que se espera delas a verdade, a nobreza, a dignidade. Devem saber que é isso o normal, embora exija esforço. Querem ser boas, querem aprender, querem ser gente a sério. São o que de melhor há no mundo. Têm os olhos limpos, o coração limpo e as mãos limpas. Acreditemos nelas. Se alguma vez nos enganarem, não há o risco de que entendam esse comportamento como normal, porque se hão-de lembrar de que confiamos nelas. Não pensarão:

“toda a gente faz isto”, Sentir-se-ão mal. Terão pena. Voltarão à verdade.

Mesmo que tenhamos sérias dúvidas, será melhor deixarmo-nos enganar do que lançar sobre elas a suspeição, que magoa e marca e arruína. Pode perder-se qualquer coisa, mas é muito mais, e está noutro plano, aquilo que se ganha.


Arménio Rodrigues

quarta-feira, maio 14, 2008

Avé Maria!

DEDICADO A MARIA


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Como Me Alegro Por Seres A Melhor!

Maria,
quero repetir-te a saudação de Isabel:
"Bendita sejas tu entre as mulheres".
E por isso quero reconhecer, hoje,
depois de terem passado vinte séculos,
que és a mais
"abençoada entre todas as mulheres".

Milhões de pessoas de todas as idades,
em todos os cantos da terra,
repetem há vinte séculos, muitas vezes ao dia:
"Bendita sejas, Maria", que é o mesmo que dizerem-te:
"Como és afortunada e maravilhosa!".

Por isso, também eu te digo:
"Bendita sejas tu entre as mulheres".
Nunca houve uma mulher
que tanta gente,
durante tanto tempo,
com tanto carinho e admiração,
tenha abençoado e louvado com tanta razão.
Se soubesses como fico contente
por seres a melhor de todas as mulheres!...

menorodrigues@gmail.com

quinta-feira, maio 08, 2008

PENTECOSTES

Pentecostes

História: O Sentido da vida

Um grande filósofo reflectia, dia após dia, acerca do sentido da vida.
Tinha dedicado os melhores anos da sua vida à procura da solução deste enigma. Tinha consultado os maiores sábios da humanidade. Tinha enchido a sua biblioteca com os livros dos maiores pensadores. Tinha lido muitas teorias sobre o assunto. Mas os anos iam passando e ele não encontrava uma resposta satisfatória a esta questão.
Uma tarde, no jardim da sua casa, deixando de lado os seus pensamentos, reparou que a sua filha, de cinco anos, estava tranquilamente a brincar. Aproximou-se dela e perguntou-lhe:

- Catarina, porque é que estás neste mundo?
A menina olhou para ele, abraçou-o e respondeu rapidamente:

- Para te amar a ti, pai. Para te amar.
Conta-se que o filósofo ficou tão surpreendido com a resposta, que deixou cair ao chão o livro que tinha nas mãos.

Iniciação Cristã é inserção, incorporação em Cristo

Tertuliano: “Um cristão não se nasce, faz-se”

Quem faz o cristão é Deus, por Jesus Cristo, através da acção do Espírito Santo, na Igreja e através da Igreja com a colaboração activa do cristão.

A) O PERIODO DA ANTIGA ALIANÇA

Espírito na Bíblia


"O Espírito de Deus pairava sobre as águas". Tudo era vazio e informe, e não existia a vida. Vem então o Espírito e surge uma nova atmosfera onde o homem pode respirar e viver. (Génesis)
Moisés dirá: "Oxalá que todo o povo de Israel fosse profeta, dando-lhe o Senhor o seu Espírito!" (Num 11,29).
Os reis de Israel, (Saul, David e Salomão) são ungidos com óleo, sinal de que o Espírito de Deus os penetra e os torna capazes de construir a felicidade do pov
o.
Os profetas estão cheios do Espírito. Dirá Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim. Enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres" (Cf. Is 61,1-3). O grande profeta do Espírito é Ezequiel.
E o povo de Israel foi esperando pelo dia em que Deus daria o seu Espírito a todos os crentes.

b) O PERÍODO DE JESUS DE NAZARÉ

Jesus é concebido no seio da Virgem Maria por obra do Espírito Santo.

No dia do seu baptismo, o Espírito desceu sobre ele em forma de pomba (Cf. Mt 3, 13-17).

Na sinagoga de Nazaré, ele dirá que o Espírito do Senhor lhe foi dado em vista da sua missão de anunciar a Boa Nova do Reino (Cf. Lc 4,18-19).

Jesus fala do Espírito a Nicodemos. Dirá que ele é como o vento imprevisível. E é ele quem nos faz nascer de novo (Cf. Jo 3, 1-8).

Jesus, na hora da despedida, prometeu o envio do Espírito Santo. Não deixará os seus discípulos órfãos, e o Espírito irá completar neles a obra iniciada (Cf. Jo 14,16; 14,26).

C) O TEMPO DA IGREJA

O Espírito prometido vem no dia de Pentecostes. (Cf. Act 2, 1-8).

O Espírito assiste o Magistério e enriquece os fiéis com dons e carismas (Cf. AG 4).

O Espírito habita na Igreja como num Templo e torna-a missionária, isto é, anunciadora a todos os povos do desígnio de Deus (Cf. LG 4).

É ainda ele quem ajuda os cristãos a serem fortes na fé, mesmo vivendo numa sociedade difícil. Fortalece-os na fé, na esperança e na caridade.

*O Espírito actua também no mundo inteiro. Ele anima, purifica e fortifica as aspirações generosas de todos os homens.(Cf. GS 38).

Para ele não há fronteiras; o Espírito do Senhor encheu a terra inteira.

Não basta um só sacramento para a incorporação ou inserção plena em Cristo e na Igreja. O processo de iniciação só chega à plenitude quando se completam os três momentos que a integram. A iniciação Cristã é una e diversa nos momentos
A confirmação é a sacramentalização do dom do Espírito Pentecostal

É dom para todos os díscípulos, de todas as gerações, portanto para a Igreja que caminha na História.

Confirmação – actualiza o acontecimento do Pentecostes na dimensão eclesial e na dimensão pessoal para uma continuação histórica do serviço sacerdotal, messiânico e profético do cristão e da Igreja no mundo.

O que significou para os Apóstolos, significa para nós hoje na Igreja e para a Igreja.

Compreensão da Palavra de Jesus, do mistério da Cruz e da Ressurreição, do mistério da Igreja, força para o testemunho, o começo de uma missão no mundo
Mais profunda compreensão do Mistério de Cristo, da Sua Palavra

2. Enraíza-nos mais profundamente na filiação divina
Une-nos mais firmemente a Cristo
- Aumenta em nós os dons do Espírito Santo
- Torna mais perfeito o laço de união à Igreja
Dá-nos uma força especial para propagar e defender a fé
Assumo a minha opção

- A confirmação é fundamentalmente o dom do Espírito do Pentecostes, isto é, do Espírito que é dado à Igreja nascente para ela surgir, nascer e crescer através de cada um dos seus membros, para realizar a sua missão.

- O Sacramento da Confirmação corresponde a um processo de crescimento, de maturação (não de maturidade), de personalização, de compromisso.

È o dom do Espírito, com a sua força particular que nos leva a crescer na vida em Cristo, que nos confirma, isto é, que nos faz firmes na união a Cristo e à Igreja, com os sues dons.

Entendimento

- É o dom de compreender e penetrar a Palavra e o mistério do amor proclamado, que é Jesus Cristo, e de o actualizar. Trata-se de conhecimento íntimo de Jesus.

Sabedoria

É o dom de experimentar o sabor, o gosto de estar em vida com Deus, a percepção intuitiva da Sua vontade.

Conselho

É o dom do discernimento. É o dom da lucidez da fé.

Fortaleza

Anima a nossa fidelidade quotidiana. Dom da firmeza na opção por Cristo.

Ciência

Trata-se do conhecimento da verdade e do erro. Dom que me faz ler a vida, saber o meu caminho e interpretar a minha escolha. Faz a ligação entre a fé e a vida.

Piedade

É o dom da relação confidente e de confiança alegre com Deus e de uma fraterna relação com os irmãos.

Temor de Deus

O seu sentido é a nossa dependência criatural da nossa adoração de Deus e também das nossas limitações e das nossas fraquezas.Não se trata de ter medo de Deus, mas de ter UM GRANDE MEDO DE NÂO O AMARMOS COMO CONVÉM, COMO ELE DESEJA para nós.

Os Baptizados, com o sacramento da Confirmação:

- Avançam, progridem, no caminho da sua iniciação ao mistério da Igreja de Cristo;

- Redescobrem a sua própria Identidade cristã (crística e eclesial);

- Redescobrem a sua missão na Igreja, assumindo-a;

“Pelo Sacramento da Confirmação, (os baptizados) são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma forma especial do Espírito Santo e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo” LG 11

Pela Confirmação o baptizado manifesta e recebe publicamente, em comunidade, o DIREITO e o DEVER de exercer a sua vocação na Igreja, para construir comunidade na caridade segundo o seu próprio carisma e torná-la presente no mundo como comunidade viva.

Somos confirmados para ser testemunhos (as)

menorodrigues@gmail.com