domingo, dezembro 14, 2014

Alegrai-vos, sempre no Senhor!


Continuamos a viver o Advento como preparação para o Natal.
Ele é para todos, porque o Natal é também para todos. Vamos dando conta, a cada momento com maior nitidez, de que o Natal cristão está a ficar muito escondido dentro das nossas casas e igrejas, e até dentro de nós próprios. O consumismo e a publicidade, a rotina e a indiferença são também algumas razões que têm eclipsado o sentido da vida, o sentido da fé e da esperança. Sem ficarmos fora da órbita da vida, precisamos de corrigir o percurso da vida cristã: não só não podemos perder o sentido do Natal hoje, como também precisamos de o desenvolver sempre mais no suporte de uma fé, esclarecida e forte, para uma vivência da esperança, fundamentada e comprometida. A caminhada da preparação para o Natal não é mais um adorno exterior, porventura até enriquecedor da liturgia do tempo, mas uma ocasião fundamental para darmos um ou mais passos para a frente. É importante, por isso, que toda a comunidade cristã (crianças, adolescentes, jovens e adultos), individualmente e em grupo, se empenhe neste processo. O Natal não é o passado histórico, celebrado de forma mais ou menos romântica e folclórica, mas é o presente da fé comprometido com o futuro esperado e possível. DEUS não é o passado: É o hoje e o amanhã. Temos esperança em Deus? As pessoas acreditam em nós quando dizemos que somos alegres em todas as situações porque sabemos que Deus está connosco? O amor de Deus não perdoa apenas e sem mais…deve provocar a nossa conversão. Damos espaço a Deus para ter uma opinião sobre a nossa vida?
O que dinamiza o mundo é o amor… nunca o medo… em situações em que temos poder, usamo-lo para atemorizar os outros?
Só tem mesmo esperança em Deus quem reza. Rezamos? Os bens de que dispomos são, em última análise, dom de Deus. Somos capazes de os partilhar?

Já nos lembrámos de proporcionar um Natal mais digno a alguma pessoa ou a alguma família? Praticamos ou praticámos algum acto de violência contra alguém (física…psicológica



quarta-feira, dezembro 03, 2014

Abraão: O Peregrino




Antes de nós, muito antes, homens e mulheres puseram toda a confiança em Deus. O seu sim a Deus é tão forte que sempre esclarece e provoca o sim de cada crente que cada um é.
Nas origens do povo de Israel, está um desses homens que soube caminhar na presença de Deus. Esse homem foi Abraão, chefe de um clã nómada que emigrou da Mesopotâmia para Canaã, no começo do segundo milénio antes de Jesus Cristo.

A fé fê-lo partir

A sua peregrinação começou depois de sentir o chamamento de Deus: "Deixa a tua terra, a tua família, e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te indicar" (Gen 12,1).
Casa, família, clã...Eram realidades que o tinham ajudado a crescer...mas agora, aos 75 anos (nunca é tarde demais!) era tempo de caminhar pelos próprios pés.
Abraão deixa tudo e põe-se a caminho confiado somente na palavra e protecção divinas.

O caminho...laboratório de fé

O Senhor disse a Abraão: "Eu farei de ti um grande povo..."(Gen 12,21). Abraão sai à procura de uma descendência. Não tem filhos e a sua mulher é estéril. Abraão não vacila e acredita no impossível. Escuta o Senhor e a sua fé é recompensada. Sara, sua mulher, tem um filho na sua velhice-Isaac. Hoje Abraão é o pai dos crentes. Todas as religiões monoteístas (cristãos, judeus e muçulmanos) o veneram como pai na fé. De facto, a descendência segundo a fé não é menos importante que a descendência segundo a carne.

A Bíblia renuncia a apresentar Abraão como homem ideal. Ela mostra também os seus lados sombrios. No caminho de adesão a Deus, Abraão é o peregrino que aprende através dos seus erros, e é assim mesmo que ele se torna o modelo de fé e o patriarca de Israel.
O caminho teve os seus momentos de prova, de dificuldade, mas contou sempre com a presença de Deus. É certo que os ritmos de Deus não pareciam ser aqueles de Abraão... mas Deus soube caminhar pacientemente ao lado de Abraão. às vezes foi difícil para Abraão lembrar-se que a iniciativa é sempre de Deus... e que a "gramática" de Deus escapa aos nossos cálculos.
O homem põe e DEUS DISPÕE.Ainda hoje esta peregrinação da Abraão não atingiu a meta...
Para o crente o essencial é seguir o caminho para o futuro. A sua existência não tem nada de sólido e de imóvel, nada de preestabelecido, mas é uma transformação incessante. Neste nosso peregrinar medita no teu coração as palavras de Deus a Abraão: "Serás uma fonte de bênçãos".
Por meio de Abraão e seus descendentes, a salvação estender-se-à a todos os povos.
O importante é estar disposto a partir!
Jesus disse a Simão: "Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens. E, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus" (Luc 5,10b-11).
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Onde está a meta?
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Com Abraão a história da humanidade tomou uma orientação "imprevista"... arranca a história da Salvação! História que com a vinda de Jesus se tornou ainda mais visível e irrefutável.
Diz S. Paulo na sua Carta aos Gálatas: Todos vós sois um só em Cristo. E se sois de Cristo, sois então descendentes de Abraão, herdeiros segundo a promessa" (Gl 3,29).
Ainda hoje esta peregrinação de Abraão não atingiu a meta...
Abraão...és tu!!!

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Vídeo:   Uma Longa Viagem 



Arménio Rodrigues

domingo, novembro 09, 2014

Bem Aventurados os Mansos.


«Bem-aventurados os mansos porque eles possuirão a terra»

Força, poder e violência são a grande trindade do nosso século.
E Cristo atreve-se a chamar bem-aventurados precisamente aos mansos?
Será esta bem-aventurança uma exaltação da debilidade, da covardia, da falta de virilidade?
Os mansos são, simplesmente, os que participam da “mansidão de Cristo” (2 Cor 10,1).
A mansidão, pois, mais que uma virtude, pode definir-se como “ um complexo de virtudes, uma forma especial da humildade e da caridade, que abrange a condescendência, a indulgência, a suavidade e a mesma misericórdia”.

Cristo era suave, mas não só isso. Era também forte. Quando alguém Lhe bate, não responde com outra bofetada, mas levanta a palavra para protestar contra a pancada injusta.
Manso é aquele que mostra com suavidade a sua fortaleza interior.
Aos mansos promete-se o mesmo que aos pobres: uns e outros terão como herança construir uma humanidade nova e entrar na vida eterna. Também se lhes dará “o resto por acréscimo”. Os mansos ir-se-ão impondo com a doce força dos seus espíritos. Serão mais fortes e eficazes que os violentos. Construirão, enquanto estes destroem. Mas esta sua vitória na terra dos homens será só o anúncio da sua grande vitória na terra das almas.
Jesus é compreensivo e mostra-se paciente para com todos. Tem em conta as capacidades de cada um e convida-o a avançar. Nunca esmaga o outro, nunca o trata de nulidade, de incapaz ou de idiota. Para Jesus felizes são os que não se irritam contra os outros; felizes são os que não procuram vingar-se dos seus inimigos; felizes são os que não procuram dominar os outros; felizes os que não julgam de maneira temerária, abusiva. Felizes são ainda os que não se apegam às suas próprias ideias, mas procuram simplesmente a verdade. Felizes são os que vêm em cada homem um irmão em Deus.

Senhor, tudo o que acabo de dizer não é fácil vivê-lo. Só a tua graça me permitirá realizá-lo. Só o conseguirei vivendo em profunda união de coração com Jesus, oferecendo-lhe o meu coração, a minha vida e pedindo-lhe, muito humildemente, que venha estabelecer a Sua morada em mim a fim de que seja Ele a viver em mim. Como diz S. Paulo é Deus que nos santifica e nos permite viver do seu amor:

“Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos, pois, de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, fazei-o vós também. E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o laço da perfeição.” (Col 3, 12-14)


Video - Bem Aventuranças


quinta-feira, novembro 06, 2014

Jesus Chama por ti Agora!



Jesus caminha junto à praia do mar da Galileia. Dois pescadores estão a consertar as redes. São dois irmãos: Pedro e André. Jesus observa-os a fazerem o seu trabalho. A um certo momento, diz com voz forte: - Pedro e André, vinde comigo e farei de vós pescadores de homens. Os dois irmãos deixam as redes imediatamente e seguem-no. Um pouco mais adiante, vê outros dois irmãos, também pescadores: Tiago e João. Estão acompanhados do pai Zebedeu. Jesus faz-lhes o mesmo convite - vinde comigo. Necessito de vós. Um sorriso brota nos seus lábios e, deixando o pai, seguem Jesus. Quatro homens, sorridentes e com um brilho nos olhos, caminham atrás de Jesus, enquanto o sol se espelha nas águas do mar da Galileia. (Mateus 4, 18-22)

A Mensagem escondida…

Jesus passa hoje junto aos lugares onde decorre a vida, e vai chamando pelo nome, pessoas de todas as idades, convidando-as para uma aventura maravilhosa:
ser Seu discípulo, seguidor, apóstolo, companheiro, amigo.
Quem largar as redes em que se deixa enredar na vida e o seguir livremente e com muita disponibilidade, esse continuará hoje o projecto de Jesus de Nazaré e será construtor de um mundo justo, fraterno, feliz.


segunda-feira, outubro 13, 2014

Dedicado a Nossa Senhora de Fátima



Maria A Nossa Mãe

Falar de Nossa Senhora de Fátima é também falar de Maria, mãe de Jesus e nossa também, é sempre falar de uma figura que nos remete ao verdadeiro Amor que é Cristo Jesus.É reflectindo no seu maternal exemplo que a Igreja desde os primeiros séculos Cristão cresce e amadurece na fé pois é na sua presença que aprendemos a ouvir e obedecer o seu chamado a todos os servos de todos os tempos: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser”.Santo Inácio de Antioquia, já nos confirma que a tradição de venerar a Mãe de Deus provém dos próprios sucessores dos apóstolos já no século I, como podemos ver a seguir: "Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem" (S. Inácio de Antioquia, "Carta aos Magnésios", 110 dC). O próprio Lutero que se separou da Igreja Católica por própria infelicidade não tinha receio de exclamar: "Maria é a maior e a mais nobre jóia da Cristandade logo após Cristo... Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Jamais conseguiremos honrá-la suficientemente" (Martinho Lutero, "Sermão do Natal de 1531").Jo 2, 2-5 “Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não tem mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”.Diante deste impressionante relato podemos reparar 4 características da Mãe Maria:

1) Maria é Mãe Amorosa: Em meio a festa e aos seus agitos próprios, Maria tem a percepção aguçada de que algo está errado: o vinho está a acabar. Talvez hoje isso não signifique muito, contudo, para aquela época isto poderia ser um grave sinal de desrespeito. Prontamente ela se coloca ao serviço do Amor pois deseja que todos os detalhes sejam felizes, e para tanto, conta com a ajuda de seu Amadíssimo Filho, que a todos pode ajudar. Também hoje ela intercede no céu junto ao seu filho Jesus por nossas necessidades, mesmo que aparentemente possam parecer insignificantes. Se pedimos orações aos nossos amigos e familiares que ainda estão na Terra e que ainda não estão salvos, não tenhamos medo de pedir por aquela que é perfeita, que goza do título de Mãe de Deus, e que está junto a Ele no céu. Por isso a Igreja a gosta de chamar, Nossa Senhora Medianeira, pois é através de sua intervenção que Cristo sempre irá se manifestar.

2) Maria é Mãe da Simplicidade: É na simplicidade das coisas quotidianas que Deus sempre se manifesta, e é claro que a Mãe de Deus que sempre o educou na terra necessariamente precisava ser simples. Maria é aquela que ora na riqueza da simplicidade do seu coração. “Não tem mais vinho”, essa foi a oração da Mãe, simples como a brisa, impectuoso como o vento. Diante deste facto, a Mãe sabe que qualquer que seja a resposta do seu filho diante deste acontecimento, esta será a melhor coisa para todos. Maria apresenta a necessidade do seu coração ao filho; mais simples impossível, mais sincero ídem, e é diante deste abandono que Jesus atende a Mãe e a sempre atenderá. Ela também nos ensina como orar, nos ensina que oração não é a somatória de palavras, mas sim a multiplicação da fé. Maria é como o homem de grande fé, aquele que vai a Igreja pedir a Deus por chuva e já leva o guarda-chuva.

3) Mãe da Confiança: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser”. Maria mostra nesta pequena e simples frase a convicção dos atos do seu Filho. Ela não sabe o que Ele irá fazer, qual será o seu método, qual será o seu tempo, sabe apenas uma única coisa: que Cristo não irá desapontar. Também nós em nossa vida quotidiana devemos aprender da Mãe Maria que em nossas necessidades e dificuldades não devemos fazer outra coisa a não ser confiar, abandonar, esperar sem desespero. Claro! É Cristo que vai a frente, não pode se esperar outra coisa a não ser o bem pleno e total. E a nós, servos, ela também pede sem cessar, que façamos das nossas vidas tudo aquilo que Ele nos disser, todos os dias e cada momento mesmo sem saber o que irá acontecer.
4) Maria, mãe Intercessora: Sabemos bem que aonde há o Amor, aí não há interesse próprio. Do Amor nada se consegue com interesses egoístas e falsas necessidades, todavia, muitas vezes é assim que tratamos com Deus, com negociatas e barganhas. Maria não é assim, em seu coração piedoso não há espaço para nada além do amor ao próximo e do bem perfeito. Maria é abnegação, é renúncia própria, é serviço por todos, é austeridade pela humanidade. Mesmo sabendo que sua hora ainda não havia chegado, Jesus atende o seu pedido pois diante do amor e da confiança, Deus nada pode fazer. Apresentemos sempre nossas necessidades à mãe que confiantemente as coloca diante do seu filho. Para Deus só existe uma única arma: o Amor perfeito.
Mãe amorosa, simples, confiante, intercessora. Diante de uma mulher com tais virtudes não podemos ficar indiferentes. Assim como o por-do-sol modifica a paisagem, e esta nos modifica, assim também o Pai do Céu que é a fonte de toda a luz modificou toda a raça humana começando por Maria. Diante desta paisagem materna só podemos contemplar ainda mais a grandeza do criador, porque a obra remete ao mestre. Àquela que teve a honra de ser a Mãe de Deus, honra e veneração para sempre como fez o Anjo, por aqueles que o não o fazem, Amém.

Vídeo - Maria - A Primeira que Comungou


Arménio Rodrigues

quarta-feira, outubro 01, 2014

Batismo: A Porta da Vida Cristã


É pelo Espírito Santo que Deus atua nos sacramentos. Nós apenas costumamos fixar-nos na parte visível mas essa não é a principal...

Como adultos, procuramos reviver o grande acontecimento do nosso Batismo? Tomamos consciência que, a um dado momento assumimos livre e responsavelmente a realidade do nosso Batismo que os nossos pais e padrinhos prometeram em nosso nome? Sentimo-nos comprometidos com as promessas feitas? Sentimo-nos Batizados e habitados pelo Espírito?
Nasceu uma criança, os cristãos recordam-se logo que é preciso batizar o bebé. É que o batismo é a porta da Vida Cristã: nele somos purificados do pecado original e, sobretudo, somos cristificados; passámos a ter a forma de Cristo: tornamo-nos cristãos, filhos de Deus, membros da Igreja.
Mas celebrar o batismo por causa de uma suposta necessidade ou obrigação não é a melhor motivação. É importante que ele seja acompanhado duma vontade séria de que a criança entre na vida de Deus e a vida de Deus entre nela. Batizar por costume (assim o fizeram muitos pais) por conveniência (assim arranjamos uns bons padrinhos) ou por pressão social (parece mal não batizar: que dirão os outros?) nunca pode ser uma razão válida e até é uma grave ofensa a este Banho Santo.
O que nos motiva é permitir que o batizando partilhe a riqueza da fé e da graça (= vida com Deus). Pelo Batismo entramos na família universal dos cristãos: por isso é que em muitas Igrejas a pia batismal está junto à porta principal, para significar que por este sacramento entramos na Igreja pela Porta Grande!

Mergulhar em Deus

Os ritos do Batismo são bonitos, cheios de cor e de vida.
No diálogo com os pais e padrinhos, após ter perguntado o nome e o que pedem à Igreja (porque será que alguns respondem «o Batismo» tão timidamente?). O celebrante pergunta-lhes se estão conscientes do compromisso da educação na fé. Depois estes cinco cristãos marcam a criança com o sinal da fé: fazem-lhe uma cruz na fronte...
Após a Proclamação da Palavra de Deus, pedimos a Deus a Graça para aquela criança e invocamos os Santos: É que o Batismo não pertence a ninguém mas só à Igreja. Ninguém pode exigir só por si o Batismo assim como ninguém o pode negar só por si!
Numa oração chamada exorcismo (que não é para expulsar nenhum demónio!), o celebrante pede a Deus que apague a mancha original e, depois, unge-a com o óleo dos catecúmenos: a partir daí, é um caminhante para Cristo. Depois da bênção da água, os pais e padrinhos, em nome da criança e como cristãos adultos, renunciam ao Mal e professam a fé: cada um responde «creio», individualmente, jogando aí a sua palavra e a sua fé. Após este testemunho público, com uma pergunta derradeira pela vontade do Batismo, o celebrante infunde a água benta por três vezes na cabeça da criança: em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Para terminar, unge-a com o Crisma, o óleo santo que consagra, coloca-lhe a veste branca,entrega a Vela que simboliza a Luz de Cristo aos que a apresentam e reza uma bonita oração (Efatá) para pedir que prontamente possa ouvir a Palavra e proclamar a Fé. Tudo termina com o Pai Nosso e a bênção solene.
A água do Batismo é derramada sobre a cabeça apenas por motivos práticos. Seria muito desagradável imergir uma criança completamente na água, por três vezes. Contudo a palavra batismo significa mesmo mergulho. Se tal não acontece fisicamente, acontece espiritualmente e a criança é toda ela mergulhada em Deus e sai a pingar Espírito Santo.

Crianças ou Adultos em Cristo

Alguns criticam o batismo de crianças. Dizem que não porque a criança não sabe, não percebe, não quer e consideram que até é uma violência contra a sua vontade. Porém, aquilo que nos anima (=Nos dá vida) é fazer partilhar a filiação divina àquela criança. Todos somos criaturas de Deus mas somos filhos pelo Batismo! è uma grande diferença. Além disso o argumento da adultez está viciado:
- Nunca nenhum pai esperou pela adultez do filho para lhe deixar escolher o pediatra...estando convencido do bem que lhe faz, não espera que ele possa responder...
- Na vida da fé, a adultez humana (fisica ou mental) não sinónimo de adultez espiritual: uma criança pode até receber melhor o baptismo que um adulto porque, com os anos, criamos obstáculos conscientes e inconscientes para Deus.
- Além disso, cristãmente, nunca seremos "adultos", O Espírito Santo não age apenas quando nós sabemos, percebemos, queremos...
São Paulo diz que Cristo age nos cristãos, como quer, para o nosso aperfeiçoamento, «até atingirmos o estado de homem perfeito, a estatura da maturidade de Cristo» (Ef 4, 11-13).
Ser batizado é começar uma aventura maravilhosa, uma experiência única que nunca mais terá fim, é um dom, uma graça, mas também uma responsabilidade enorme, é poder viver a vida de Deus


Vídeo - Batismo: A Porta da Vida Cristã

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Abraço Fraterno!
Arménio Rodrigues

quinta-feira, setembro 25, 2014

Vocação: Caminho e Descoberta.




Cada um de nós é único e irrepetível, tal como cada uma das peças de um puzzle. Para Deus, cada um de nós é insubstituível. Cada um é um dom maravilhoso do amor de Deus, que nos “criou do nada” e nos chamou à vida para nos conduzir à felicidade. Cada um de nós é uma obra-prima das mãos de Deus que nos ama com um amor imenso, fiel e eterno. Comparados com a vastidão do Universo, cada um de nós é como um grão de pó, mas mesmo assim cada um de nós é valiosíssimo aos olhos de Deus, porque não somos “fruto do acaso”, mas somos fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus. Deus pensou em cada um de nós ainda antes de existirmos. E mais, “nós somos amados por Deus ainda ‘antes’ de existirmos!”

Tal como um puzzle não tem sentido se as peças estiverem separadas cada uma para seu lado, assim também a nossa vida só tem sentido se nos “entrosarmos” uns com os outros, isto é, se vivermos em amizade e comunhão fraterna. Ninguém é feliz sozinho. Só podemos ser felizes, vivendo com os outros e para os outros. Além disso, só podemos ser felizes se estivermos no sítio certo e se fizermos as escolhas certas. E assim como o puzzle só tem sentido se as peças estiverem no lugar certo, também a nossa vida só tem sentido se estivermos no lugar para o qual Deus nos chamou. Deus tem uma missão especial para cada um de nós. A essa missão chamamos vocação. Cada um precisa de descobrir qual é a sua vocação pessoal para que a sua vida seja inundada de alegria: Vocação acertada, felicidade assegurada! Mas para fazer a escolha certa é preciso abrir a mente e o coração a Deus que nos chama. Deus fala principalmente através de 3 meios: a Palavra, a oração e a Eucaristia:
“A Palavra, a oração e a Eucaristia são o precioso tesouro para compreender a beleza de uma vida totalmente gasta pelo Reino."

Oração
“Senhor Jesus,
torna-me atento e vigilante
no discernimento da vontade do Pai,
para que eu possa em tudo realizar a vocação
com que Ele, desde sempre, me quis e amou.
Na hora da dúvida e da provação
dá-me a certeza de não estar só
mas de saber e querer-Te próximo,
para viver contigo a minha oferta,
seguindo-Te humilde e confiadamente
no serviço da Tua Igreja e do mundo.



domingo, julho 27, 2014

Ao Falar de Ti...


Férias

Tempo de Descanso. Tempo de recuperação de forças. Pode ser um tempo perdido. Tantas vezes, as férias, cheias de tudo e de nada, se tornam um tempo de maior cansaço e de dispersão.

É o não querer perder nada… programam-se viagens, enchem-se malas, gasta-se por vezes o que não se tem, corre-se desalmadamente, … um sem número de nadas que rapidamente se desvanecem no primeiro dia de trabalho em que nos descobrimos absolutamente cansados e de regresso à simples e enfadonha rotina. Isto não são férias.

Férias é mudar de atividade. É descansar, não por ficar sem fazer nada ou porque seja obrigatório mudar de lugar, mas porque fazemos o que habitualmente não temos oportunidade… e fazemo-lo sossegadamente.

Convém prepararmos bem esse tempo. Para que não seja tempo perdido. É preciso planear o que se quer fazer, a que nos queremos dedicar nas férias. E esse plano pode e deve ser decidido com Deus, para que Deus não seja esquecido nas nossas férias. Deus deu-nos o exemplo: Descansou ao sétimo dia da criação. Mas no sétimo dia não se esqueceu de nós. Pelo contrário convidou-nos a descansar com Ele no louvor da oração.

Estas férias podem ser um tempo especial de oração…


AO FALAR DE TI...

Senhor,
Eu quero ouvir a Tua voz
Fazer florescer e frutificar a Tua Palavra,
Reconhecer-te, descobrir-te,
Em cada gesto,
Em cada palavra,
Em cada momento,
Em cada esquina da minha vida…

Perdoa o meu silêncio,
A minha falta de resposta…

Eu sei, Senhor,
Que tu conheces como ninguém
O meu coração fraco, débil,
Que a cada passo
Se deixa tentar pelo mal
Para depois se afogar em lágrimas de dor e desespero,

Eu sei também que a Tua mão
Está sempre estendida,
Pronta para me resgatar…
Vens ao meu encontro.

Perdoa, Senhor a minha cegueira,
Apura os meus sentidos e o meu coração
Para que sinta fome e sede de Ti
E Te possa sentir em tudo e todos…

Não permitas que o meu coração endureça,
Atrofie, se torne árido e seco,
Tendo a fonte tão perto de mim.
Não deixes que eu perca o brilho do olhar,
Ao falar de Ti.