segunda-feira, junho 23, 2014

Encerramento da catequese 2014

Chegou ao fim mais um ano de catequese.
No início partimos como uma caravana à procura do grande tesouro que estava para lá do deserto.
Partimos à descoberta de Jesus, à descoberta de nós mesmos…

Aonde chegamos?

Foi o momento de agradecer ao Senhor pelo dom da vida, pela sua presença, pela transformação que produziu em nós e naqueles com quem partilhámos a vida, pelas descobertas feitas, pelo crescimento feito na fé e no amor, tudo o que vivemos juntos, no nosso grupo e com todos.
É Jesus, quem dá sentido à nossa vida, às coisas boas e menos boas que fazemos.
A Ele queremos agradecer por todos e por cada um de nós que entregou momentos de vida e anúncio aos outros.

sábado, fevereiro 15, 2014

Mandamento Novo



“Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros.
 Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.”

Como é evidente, Jesus dava as últimas recomendações, conselhos e orientações aos seus discípulos. E sintetizou tudo num único mandamento que Ele apelidou de “mandamento novo”: o mandamento do amor. Quem ousaria pedir tal coisa se Ele não nos “tivesse amado apaixonadamente primeiro”?

Sabemos que já no Antigo Testamento Deus educara os judeus na linha do amor: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” e “o estrangeiro que reside convosco…amá-lo-ás como a ti mesmo…” podemos ler no Lv 19, 18.34. Onde está então a novidade do mandamento de Jesus? Precisamente no “amai-vos como Eu vos amei”. Da pedagogia usada durante três anos contra o egoísmo e interesses pessoais dos discípulos, passando pelo lava-pés até à crucifixão, tudo foi amor na vida de Jesus. Se não o que é que faz um Deus pendurado numa cruz? Não é essa cruz a amorosa e infinita gratuidade de um Deus? Dar a vida por outro. Sem nada pedir. Por puro e gratuito amor. Pensando apenas na felicidade do outro. É esse o Deus que nos pede que “nos amemos como Ele nos amou”. Será que no-lo pode propor?

«Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Jesus esclarece qual será a identidade dos seus seguidores: serão conhecidos pelo amor mútuo! Sem fardas, sem emblemas, sem crachás, apenas pela maneira de viver, de se comportar. As ideologias e os ritos tão próprios do judaísmo e paganismo cediam o lugar a um tipo de vida em que o amor mútuo fosse o fundamento de tudo e a identificação da pessoa.

A exigência de Jesus aos seus discípulos continua a ser-nos proposta hoje a nós. Os cristãos somos homens como os outros, vivemos nos mesmos locais, temos as mesmas profissões, os mesmos divertimentos. Cidadãos em tudo iguais aos outros. Porém…possuímos uma “marca d’agua” especial que distingue o nosso modo de viver: é amor! Não um amor light, deturpado, egoísta, mas um amor que tem a sua fonte em Deus. Deus é amor e só pode amar. O distintivo dos cristãos é esse amor que nasce de Deus, um amor mútuo, gratuito, onde mergulha todo o nosso agir e viver, transformando-o também em amor. Um amor que se dá, que se entrega, que consegue dar um sentido divino à nossa vida. Exageros? Arroubos? Se é Jesus que no-lo diz, que no-lo manda, que nos deu por primeiro o exemplo, como podemos ainda duvidar? Não será antes um tentar justificar a nossa real falta de amor?


O amor é dado de mãos cheias para que cada um de nós encontre em Jesus a plenitude da vida.
«O amor de Deus não conhece limites e confins de qualquer espécie, mas supera o tempo e espaço. Ultrapassa qualquer barreira de raça, de cultura, de nação e de fé. O agapé é eterna: tudo passa, mesmo a esperança e a fé, mas o amor permanece sempre. Nem mesmo a morte o pode apagar, pois este é mais forte que ela.»

O convite é sempre antigo e sempre novo: viver a partir do Amor. A capacidade de olhar o outro/ o irmão nos olhos e dizer-lhe «Quero-te bem» mesmo quando não estamos de acordo sobre pensamentos e modos de fazer, é sinal de quanto nos sentimos amados.
Amar, é capacidade de sairmos dos nossos esquemas e dos nossos pontos de vista… amar é procurar e desejar o bem do outro. É uma experiência que nos leva a transformar os inimigos em amigos, a ser e a viver em comunhão com toda a criatura. «Quem não ama permanece na morte» (1Jo 3, 14) e não «na casa» que é Cristo. A nossa fé manifesta-se no amor por Deus e pelos irmãos. Se o amor não gera alegria não vem de Deus, fecha-se em si mesmo e não cria reciprocidade e fraternidade. Se como cristãos deixamos morrer o fogo do amor que Deus acendeu em nossos corações, o mundo morrerá de frio! Então será bom questionarmo-nos: O que entendi do mandamento do amor? Como o vivo? Já descobri qual a minha missão na Igreja?



Vídeo - Mandamento Novo




sábado, janeiro 11, 2014

O Batismo: a Porta da Vida Cristã



É pelo Espírito Santo que Deus actua nos sacramentos. Nós apenas costumamos fixar-nos na parte visivel, mas essa não é a principal...
Como adultos, procuramos reviver o grande acontecimento do nosso Batismo? Tomamos consciência que, a um dado momento assumimos livre e responsavelmente a realidade do nosso Batismo que os nossos pais e padrinhos prometeram em nosso nome? Sentimo-nos comprometidos com as promessas feitas? Sentimo-nos Batizados e habitados pelo Espírito?

Nasceu uma criança, os cristãos recordam-se logo que é preciso batizar o bebé. É que o batismo é a porta da Vida Cristã: nele somos purificados do pecado original e, sobretudo, somos cristificados; passámos a ter a forma de Cristo: tornamo-nos cristãos, filhos de Deus, membros da Igreja.
Mas celebrar o baptismo por causa de uma suposta necessidade ou obrigação não é a melhor motivação. É importante que ele seja acompanhado duma vontade séria de que a criança entre na vida de Deus e a vida de Deus entre nela. Batizar por costume (assim o fizeram muitos pais) por conveniência (assim arranjamos uns bons padrinhos) ou por pressão social (parece mal não batizar: que dirão os outros?) nunca pode ser uma razão válida e até é uma grave ofensa a este Banho Santo.
O que nos motiva é permitir que o batizando partilhe a riqueza da fé e da graça (= vida com Deus). Pelo Batismo entramos na família universal dos cristãos: por isso é que em muitas Igrejas a pia batismal está junto à porta principal, para significar que por este sacramento entramos na Igreja pela Porta Grande!

Mergulhar em Deus
Os ritos do Baptismo são bonitos, cheios de cor e de vida.
No diálogo com os pais e padrinhos, após ter perguntado o nome e o que pedem à Igreja (porque será que alguns respondem «o Batismo» tão timidamente?). O celebrante pergunta-lhes se estão conscientes do compromisso da educação na fé. Depois estes cinco cristãos marcam a criança com o sinal da fé: fazem-lhe uma cruz na fronte...


Após a Proclamação da Palavra de Deus, pedimos a Deus a Graça para aquela criança e invocamos os Santos: É que o Batismo não pertence a ninguém mas só à Igreja. Ninguém pode exigir só por si o Batismo assim como ninguém o pode negar só por si!


Numa oração chamada exorcismo (que não é para expulsar nenhum demónio!), o celebrante pede a Deus que apague a mancha original e, depois, unge-a com o óleo dos catecúmenos: a partir daí, é um caminhante para Cristo. Depois da bênção da água, os pais e padrinhos, em nome da criança e como cristãos adultos, renunciam ao Mal e professam a fé: cada um responde «creio», individualmente, jogando aí a sua palavra e a sua fé. Após este testemunho público, com uma pergunta derradeira pela vontade do Batismo, o celebrante infunde a água benta por três vezes na cabeça da criança: em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.


Para terminar, unge-a com o Crisma, o óleo santo que consagra, coloca-lhe a veste branca,entrega a Vela que simboliza a Luz de Cristo aos que a apresentam e reza uma bonita oração (Efatá) para pedir que prontamente possa ouvir a Palavra e proclamar a Fé. Tudo termina com o Pai Nosso e a bênção solene.
A água do Batismo é derramada sobre a cabeça apenas por motivos práticos. Seria muito desagradável imergir uma criança completamente na água, por três vezes. Contudo a palavra batismo significa mesmo mergulho. Se tal não acontece fisicamente, acontece espiritualmente e a criança é toda ela mergulhada em Deus e sai a pingar Espírito Santo.

Crianças ou Adultos em Cristo
Alguns criticam o batismo de crianças. Dizem que não porque a criança não sabe, não percebe, não quer e consideram que até é uma violência contra a sua vontade. Porém, aquilo que nos anima (=Nos dá vida) é fazer partilhar a filiação divina àquela criança. Todos somos criaturas de Deus mas somos filhos pelo Batismo! è uma grande diferença. Além disso o argumento da adultez está viciado:
- Nunca nenhum pai esperou pela adultez do filho para lhe deixar escolher o pediatra...estando convencido do bem que lhe faz, não espera que ele possa responder...


- Na vida da fé, a adultez humana (fisica ou mental) não sinónimo de adultez espiritual: uma criança pode até receber melhor o batismo que um adulto porque, com os anos, criamos obstáculos conscientes e inconscientes para Deus.


- Além disso, cristãmente, nunca seremos "adultos", O Espírito Santo não age apenas quando nós sabemos, percebemos, queremos...


São Paulo diz que Cristo age nos cristãos, como quer, para o nosso aperfeiçoamento, «até atingirmos o estado de homem perfeito, a estatura da maturidade de Cristo» (Ef 4, 11-13).
Ser batizado é começar uma aventura maravilhosa, uma experiência única que nunca mais terá fim, é um dom, uma graça, mas também uma responsabilidade enorme, é poder viver a vida de Deus



Vídeo O Batismo 



Um Abraço!

Arménio Rodrigues