segunda-feira, maio 03, 2010

Maria - A Primeira que Comungou



Maria nasceu à perfeita imagem de Deus, sem qualquer falta, sem pecado. Desde o seu nascimento, Deus a protegia. Deus amava-a como a todas as crianças da terra, ricas ou pobres, doentes ou saudáveis. Mas além disso, Deus contava com Ela para que pudesse um dia ser Mãe de Jesus.
Assim Maria foi uma menina como as outras, uma mulher comum do seu tempo. Vivia atenta à Palavra de Deus, pondo-a em prática. Pode dizer-se que deixava irradiar perfeitamente nela o amor que deus lhe tinha.
O "SIM"Quando o anjo Gabriel veio com toda aquela conversa que ela iria ser a mãe do Emanuel, mesmo sem perceber porquê, ela disse sim.Nasceu o menino e vieram as dificuldades, e sempre, diante de cada aventura (a fuga para o Egipto, a perda do Menino no Templo...) ela lá estava com o seu "sim".Complicado, não é?Foi a primeira que acreditou e se pôs a caminho para anunciar a Boa Nova à sua prima Isabel. E até, num certo casamento em Caná, ela lá estava para com Jesus a dar solução ao problema do vinho.Chegaram os tempos da paixão e morte de Jesus e, sem arredar pé, ela lá estava aos pés da cruz. Sabe Deus como...Não é difícil saber o seu nome: Maria, a mãe de Nazaré. Ela é para nós modelo de fé, modelo de seguimento de Jesus, modelo de vocação. Disse sim e pronto.A todos os que hoje queremos continuar a seguir Jesus, ela está aí para nos mostrar a meta. E a dizer-nos:- O caminho faz-se andando. Tu diz sim. Acredita. Depois, deixa que Deus faça maravilhas em ti, como fez em mim. E, como eu, torna-te portador e portadora de Jesus a todos. É tempo de dizeres o teu sim.Do teu sim nascerá uma aventura de amor. Tu, porque esperas? Ela espera por ti...



Vídeo - Maria, a primeira que Comungou



Um abraço fraterno!

Arménio Rodrigues

domingo, abril 04, 2010

Aleluia! Jesus Ressuscitou!



É a Páscoa do Senhor! Ressuscitou! Vive! E porque vive, enche de entusiasmo o nosso existir. Anima-nos à esperança. Anima-nos ao testemunho. Anima-nos à fé. É a festa da vida. Do encontro. Da partilha. Em Jesus ressuscitado somos convidados para o encontro com o Evangelho da verdade. Somos comunidade. Somos de Cristo. De Cristo vivo. Feliz Páscoa!


No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

O Domingo da Ressurreição, primeiro dia da semana é o começo de uma vida nova; uma nova criação; a libertação definitiva! Tempos novos! Sentido novo! Homem novo! Maria madalena, discípula do Senhor, não se aquieta à sua ausência. Vai procurá-Lo, prestar-Lhe homenagem, movida pela força do amor! Porque procurou, apesar da noite escura da ausência e da frieza do sepulcro, constatou a novidade: o sepulcro aberto e vazio! Jesus não estava lá! Afinal, a morte não é a última realidade!



Cada Páscoa, esta Páscoa, pode ser “um primeiro dia” na nossa vida. O início de uma vida diferente, porque marcada pelo sentido novo da Ressurreição. Apesar do escuro da nossa pouca fé, apesar do escuro de uma cultura do evidente e palpável, somos convidados à experiência de vislumbrar sinais de ressurreição anunciadores de uma vida nova! Com e como Maria Madalena e todos os apaixonados pelo Senhor, deixemo-nos mover pela fé e pela sede de Deus! Procuremos o Senhor vivo em nós, nos nossos ambientes, na Igreja, no mundo! Ele está vivo entre nós!

Vídeo-PÁSCOA







Abraço fraterno!
Arménio Rodrigues

domingo, março 28, 2010

Semana Santa


Na véspera de morrer, Jesus, que tendo amado os seus, amou-os até ao fim, deixou à Sua Igreja dois sinais do Seu amor – O Seu testamento… Primeiro: Amai-vos como Eu vos amei… Com um amor tecido de humildade e de serviço (exemplificado nessa noite ao lavar os pés aos discípulos). Segundo: Fazei isto em memória de mim. Dando aos seus discípulos o pão como Seu Corpo e o vinho como Seu Sangue, quis perpetuar a sua presença e comunhão de modo sensível. Os dois testamentos são inseparáveis, estão indissoluvelmente unidos.
Na sua missão, Jesus entrou em choque com a atmosfera de egoísmo e opressão que dominava o povo. As autoridades não estavam dispostas a renunciar aos mecanismos que lhes asseguravam poder, influência, e privilégios; não estavam dispostas a desinstalar-se e a aceitar Jesus como o Filho de Deus (Mc 1,1; 15,39). Tantas vezes de costas voltadas, os príncipes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas estão, finalmente, de acordo: não querem perder a oportunidade para acabar com Jesus. Os inimigos juntam-se na mesma condenação. A partir daqui, Jesus torna-se um “objecto”, com as mãos atadas, mas que vai passando de mão em mão: os que O prenderam levam-n’O ao sinédrio, estes entregam Jesus a Pilatos, este aos soldados e, por fim, os soldados levam-n’O à cruz! O seu corpo, entregue por nós, passa de uns para outros, de maneira que todas as mãos dos pecadores recebam o dom. Preocupa-me, Senhor, que no nosso mundo não haja lugar para Ti, para o Teu projecto de amor, para os Teus gestos que provocam inveja, para as Tuas palavras que desinstalam e incomodam, porque são verdadeiras. Mas o que mais me preocupa é que tantas vezes, também no meu coração, não há lugar para Ti! Estás consciente das consequências e do sofrimento e da Tua entrega. O Teu caminho de cruz já começou. E esse caminho é comprido. O caminho é sempre interminável quando o sofrimento é muito. Mas nesta humilhação, nesta fraqueza, manifesta-se a fortaleza do Teu amor, sem limites, até às últimas consequências. Como é bom ter um Deus assim, capaz de se entregar por amor, mesmo sem eu merecer! Obrigado, Senhor!
Vídeo- Semana Santa


Vídeo - Semana Santa



Paixão do Senhor


Senhor Jesus Cristo, por nós aceitaste a sorte do grão de trigo que cai na terra e morre para produzir muito fruto. Convidas-nos a seguir-te neste caminho quando dizes: “Quem se ama a si mesmo perde-se; quem se despreza a si mesmo neste mundo, assegura para si a vida eterna”.
Nós porém, estamos agarrados à nossa vida. Não queremos abandoná-la, mas mantê-la toda para nós mesmos.
Mas tu vais à nossa frente e mostras-nos que só podemos salvar a nossa vida, se a dermos. Mediante o nosso gesto de te acompanharmos na Via-Sacra queres conduzir-nos pelo caminho da caridade, da entrega e do amor.
A cruz – a oferta de nós próprios – pesa-nos muito… mas no Teu caminho da cruz também levaste a minha cruz. Leva-la hoje, comigo e por mim.
Ajuda-me para que a minha cruz não seja apenas o sentimento devoto de um momento. Livra-nos do medo da cruz. Ajuda-nos a não nos apoderarmos da vida, mas a dá-la.
Ajuda-nos a encontrar na «perda da nossa vida» o caminho do amor, o caminho que verdadeiramente nos dá vida, vida em abundância.





Vídeo - Via-Sacra Do Senhor










Santa Semana Santa

Abraço fraterno.


Arménio Rodrigues